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31 de março de 2012
Sugestão de leitura: A música na Escola
10 de dezembro de 2011
Informes sobre o "I Ciclo de Relatos Arte na Escola" / Pólo UFES
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| Professor Kamock Antonio Melo Silva, de São Mateus |
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| Professora Magna Silva Rosa |
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| Professor Thiago Zanotti Pancieri |
Fica aqui nossos agradecimentos a todos que participaram direta ou indiretamente desse momento.
28 de novembro de 2011
CICLO DE RELATOS DO PÓLO ARTE NA ESCOLA
HORA: 18h30min.
LOCAL: Auditório do IC IV (Centro Pedagógico) UFES
Convidados especiais: Professores classificados para a fase nacional e os vencedores do XII Prêmio Arte na Escola Cidadã:
- Kamock Antonio Melo Silva
- Lismar Faria Leal Avance
- Luzimar Breda da Silva
- Magna Silva Rosa
- Peterson de Castro Cardoso - vencedor categoria EF II
- Polibia de Oliveira Brambati
- Thiago Zanotti Pancieri – vencedor categoria EF I
22 de outubro de 2011
ENCONTRO DO GRUPO DE ESTUDOS DO PÓLO ARTE NA ESCOLA
SE VOCÊ TAMBEM É ARTE-EDUCADOR OU GOSTA DE APRECIAR ARTE, PEGUE SUA AGENDA E RESERVE UMA DATA PARA APRECIAR AS OBRAS ARTÍSTICAS DO MODERNISTA MODIGLIANI, NO PALÁCIO ANCHIETA E DA ARTE CONTEMPORÂNEA: OS GÊMEOS, NO MUSEU VALE.
NOSSA PROGRAMAÇÃO:
29 DE OUTUBRO:
- 9 horas - REUNIÃO NO CAFÉ DO MUSEU VALE
- 10 horas - VISITA MONITORADA À EXPOSIÇÃO FERMATA/ OS GEMEOS, NO MUSEU VALE
- 14 horas - VISITA MONITORADA À EXPOSIÇÃO MODIGLIANI: IMAGENS DE UMA VIDA, NO PALÁCIO ANCHIETA
- 15h20min. - VISITA AO PALÁCIO ANCHIETA
FIQUE POR DENTRO:
Workshop FERMATA/ OS GEMEOS
Inscrições abertas para professores e arte-educadores das escolas de ensino fundamental e médio da Grande Vitória (25 vagas por turma).
Dia 10/11 (5ª-feira)
Turma 1: 8h30 às 11h30
Turma 2: 14h às 17h
Arte-educadora convidada: Vânia Leal (Pará).
Inscrições a partir de terça-feira, somente pelo telefone 27 3333-2484, com Claudia ou Regiane.
Fonte: http://www.museuvale.com/imprensa.php
27 de agosto de 2011
VISITA À EXPOSIÇÃO MESTRES ESPANHÓIS
A ação foi agendada e divulgda pelo GEPAE - Grupo de Estudos do Pólo Arte na Escola e contou com a participação de tinta e cinco (35) participantes.
O GEPAE recebeu um gupo de quinze (15) professores e Graduandos de Artes Visuais à Distância (NE@AD/UFES) do Pólo de Santa Teresa.
17 de julho de 2011
Arte-Educação além dos muros da escola
Acesse as postagens anteriores desse blog e observe quanta coisa que aconteceu nos últimos dois anos, tanto nos espaços artísticos, quanto no Grupo de Estudos do Pólo Arte na Escola/UFES (GEPAE).
Percebe-se que alguns educadores não participam desses momentos, alegando que não podem por falta de tempo, distância (para os professores do interior), liberação da escola, ou mesmo de acesso à divulgação de tais propostas antecipadamente.
Considerando tais fatos, é que mantemos esse blog, a fim de contribuir com a (in) formação do arte-educador, pois precisamos ficar antenados com os acontece nas diferentes manifestações artísticas, formar opiniões e escolhas. Não basta ficarmos limitados aos conteúdos aprendidos no decorrer de nossa formação. É preciso ampliar os embasamentos teóricos, tanto da história da arte quanto da metodologia de ensino da arte. É preciso experimentá-las, vivenciá-las, discutí-las antes de aplicá-las.
Mas, ainda há tempo! Veja quanta coisa acontecerá nos próximos dias e organize sua agenda.
Será uma programação recheada de apresentações de Teatro e Dança em diversos pontos da cidade: Teatro José Carlos de Oliveira, Centro Cultural Carmélia M. de Souza, Theatro Carlos Gomes, Praça Costa Pereira e vias nos arredores, Campus Universidade de Vila Velha (UVV)

- EXPOSIÇÃO DE AQUARELAS "MULHER"
- Exposição "Mestres Espanhóis" de 02 de agosto a 02 de outubro, no Palácio Anchieta obras originais de quatro renomados artistas espanhóis: Pablo Picasso, Salvador Dalí, Francisco Goya e Joan Miró. A exposição é inédita no país e Vitória será a primeira cidade a recebê-la.
O Secretário de Cultura adiantou que haverá um cronograma para as visitas das escolas da rede pública. "A ideia é que todas as escolas de Ensino Fundamental e Médio da Grande Vitória possam comparecer", disse.
SERVIÇONo dia 01 de agosto a organização da mostra vai dar um teinamento gratuito para cerca de 200 professores e monitores sobre as obras expostas, para que eles possam transmitir as informações aos alunos antes e durante às visitas.
Horário: De terça a sexta-feira: de 10 às 18 horas
Sábado e domingo: de 12 às 18 horas
Local: Salão Afonso Brás, no Palácio Anchieta
Entrada Gratuita
(Acesso em: 17/07/2011. Disponível em: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/07/divirta_se/noticias/artes_visuais/901634-vitoria-recebera-exposicao-mestres-espanhois-com-obras-de-picasso-e-dali.html
O Museu Vale convida para a ação educativa
“Guarda histórias”
Inscrições pelo telefone (3333-2484), com a Regiane. *Só participarão os inscritos antecipadamente.
Data de início: 02 de agosto a 30 de setembro, de terça a sexta;
Público alvo: Alunos a partir de 07 anos;
Quantos alunos: mínimo de 15 e máximo de 35;
Quais escolas poderão participar: Terão prioridade as Escolas Públicas de Cariacica, Viana, Vila Velha, Vitória e Serra;
Quantas turmas por escola: Apenas um grupo por escola;
O Museu enviará ônibus para o transporte dos alunos? Sim
Horários das oficinas: manhã (8:30 às 11:00) e tarde: (14:00 às 16:00)
Guarda Histórias – O que é?
Estratégias Pedagógicas
Pátio da Antiga Estação Pedro Nolasco, S/N.º - Argolas - Vila Velha - ES
Cep.: 29 114 920
T. 55 (27) 3333 2484
9 de julho de 2011
GEPAE - Grupo de Estudos Pólo Arte na Escola/UFES
- Pela manhã na UFES, no Centro Pedagógico com a Oficina Do Material ao Intangível: olhares sobre as festas populares coordenado por Clair Junior.
- À tarde o grupo se encontrou no MAES - Museu de Arte do Espírito Santo para Encontro de Arte-Educação na EXPOSIÇÃO: Sobre Vitória: Usina Arte Contemporânea - 25 anos depois - Coordenadora: Elisa Pegoretti.
26 de março de 2011
FIQUE POR DENTRO!

Os arte-educadores integrantes do GEPAE - Grupo de Estudos do Pólo Arte na Escola/UFES se reuniram hoje, dia 26 de março, de 8h30min às 12h, no Centro Pedagógico do Centro Universitário para retomar as ações de Formação Continuada com a apresentação e validação do Plano de Ação 2011. - Encontros com Professores "ENTRE TEORIA E PRÁTICA" - a serem realizados mensalmente, na UFES no último sábado de cada mês, com palestras e oficinas envolvendo temáticas como Música na sala de aula, O Teatro na Sala de Aula, A Educação de Patrimônio e o Grafite;
- Grupos de Estudos - para esse ano estão propostos cinco grupos: Cariacica, Venda Nova, São Mateus, Vila Velha e Vitória/Serra. As temáticas serão definidas conforme a realidade de cada grupo;
- Visitas a Esaços Artísticos e Culturais: Visitas às Exposições no Museu de Arte do Espirito Santo (MAES), Museu Vale, Galeria da UFES, Galeria Homero Massena (realizadas conforme calendários anual) e viagem ao Museu de Arte Contemporânea de Inhotim, BH/MG (prevista para final de julho);
- IX Seminário Capixaba sobre o Ensino da Arte - IV Encontro do Pólo Arte na Escola - I Encontro de Licenciatura em Artes Visuais (EAD) - de 7 a 10 de junho de 2011 - no Teatro da UFES www.seminariocapixabadearte.com.br é um espaço para os professores de arte se inscreverem e inscreverem comunicações e relatos de experiência para apresentação e publicação.
- 20º CONFAEB - será realizado em São Luis/Maranhão no final de novembro - professores interessados já podem começar a economizar para participar com seus trabalhos e pesquisas;
- Mostra de Vídeo - divulgação da DVDteca do Pólo Arte na Escola/UFES (brevemente postaremos maiores detalhes);
- Prêmio Arte na Escola Cidadã - proposição para que os professores se habituem em registrar suas práticas pedagógicas com todo o processo de desenvolvimento por meio de texto, relatos, fotos, filmagens, entre outros para inscreverem os mesmos no prêmio nacional promovido pelo Instituto Arte na Escola;
Além das ações acima também foi apresentado o site www.artenaescola.org.br motivando os professores ao acesso e utilização do Portal Arte nos espaços Sala de Aula, Midiateca, Fórum, Boletim, entre outros. No Portal Arte o professor tem acesso a materiais pedagógicos, relatos, boletim, discussões sobre questões específicas do ensino de arte, site de pesquisa, espaço de planejamento, etc.
Assim que os dias dos encontros dos grupos de estudos e/ou visitas as exposições forem agendadas postaremos as datas nesse blog e informaremos por e-mail aos nossos contatos.
Caso você também tenha interesse em receber informações sobre as ações acima propostas e ainda não integre a listagem de contatos desse grupo envie um e-mail para gepae2009@gmail.com .
Contribua conosco deixando seu comentário nessa postagem.
Saudações Estéticas!
1 de março de 2011
E A CAMINHADA CONTINUA...


- Palestras com temáticas específicas sobre Ensino de Arte;
- Visitas guiadas em diversas exposições;
- Participação em workshop e oficinas;
- Viagens Culturais;
- Estudo de diferentes temáticas e linguagens artísticas;
- Participação em Seminários e Congressos;
- Entre outras ações...
O que realizamos nos dois últimos anos foi muito bom, mas, para ficar melhor falta VOCÊ!
DIA: 26 DE MARÇO DE 2011
HORÁRIO: 8h30min
LOCAL: PÓLO ARTE NA ESCOLA / UFES
11 de outubro de 2010
GEPAE ESTARÁ PRESENTE NOS DIAS 15 E 16
09/out – sábado
14h – Mesa 1: Moacir Gadotti/Teatro do Oprimido; 16h - Marilena Chauí; 17h – Mesa 2: Pontos de contato: Ubiratan D’Ambrosio/ Sr. Hermes
10/out – domingo
17h – Mesa 3: Tornar-se o que se é: Bruno Dunley, Laura Gorski, Tiago Santinho, Luis Felipe Lucena
13/out - quarta-feira
13h – Mesa 4: Ana Letícia Fialho, Graziela Kunsch, Martin Grossmann e Gilberto Mariotti
15h – Mesa 5: Onde está você escola ?Kátia Castilho – (SP), Fernando Azevedo - (PE), Jociele Lampert - (SC), Fabio Rodrigues - (CE).
Mediação de Ana Mae Barbosa, Rejane Coutinho e José Minerini Neto; 17h – Mesa 6: Helmut Batista/ Capacete
14/out - quinta-feira
15h – Mesa 7: O que se aprende numa exposição de arte? Rosa Iavelberg;
17h – Mesa 8: A Formação do artista - Cayo Honorato, Rubens Espírito Santo
15/out - sexta-feira
15h – Mesa 9: Além dos muros da escola - Irene Tourinho (GO), Leda Guimarães (GO), Fernanda Cunha (GO) e Lilian Amaral (SP).
Mediação de Ana Mae Barbosa, Rejane Coutinho e José Minerini Neto;
17h – Mesa 10: Materiais educativos de arte contemporânea: processos e desdobramentos - Anny Lima , Valquíria Prates, Renata Bittencourt e Stela Barbieri;
19h– Mesa 11: Quem ensina, quem aprende? Luiza Helena da Silva Cristhov (UNESP), Ana Angélica Albano (UNICAMP)
16/out – sábado
14h – Mesa 12: Histórico dos educativos das Bienais - Coordenação Christina Rizzi;
16h - Mesa 13: Marilena Chauí;
17h30 – Mesa 14: Criatividade social, ação coletiva e práticas artísticas - Ramón Paramón
Todas as mesas acontecerão no terreiro EU SOU A RUA
22 de setembro de 2010
BOLETIM ARTE NA ESCOLA N°59
CONFIRA!
PARA SABER MAIS:
Profª Dra. Vera Rocha
Doutora em Educação/Ensino de Arte
Pesquisadora Permanente da Pós- Graduação em Artes Cênicas e
Professora Visitante do Departamento de Artes Cênicas da UFRN
Discutir e refletir a prática do ensino de arte no que diz respeito às ações pedagógicas do professor, acreditamos ser uma medida louvável e que demanda uma atitude de constância, uma vez que o preparo do professor para o ensino da mesma vem sofrendo, ao longo da história da educação, uma série de preconceitos e equívocos.
O que mais se ressalta nas propostas contemporâneas, de ensino de arte, é a necessidade da alfabetização estética e artística dos indivíduos, pois só desta forma o Homem (ser social e cultural) terá condições de situar-se no mundo, interagir com ele em todas as suas várias dimensões tornado-se um criador de cultura.
Se nossa abordagem diz respeito às linguagens artísticas e suas possibilidades de leituras, importante se faz situarmos nosso entendimento sobre arte e sobre o ato de ler.
Nosso entendimento de arte é o que a define como conhecimento construído pela humanidade, sistema de signos usados pelo ser humano para comunicar, revelar, denunciar, expressar, propor; ou seja,como formas de perceber, ver e interagir com o mundo.
Como construção cultural a arte marca e é marcada pelo contexto sócio-econômico, pelo tempo histórico no qual é produzida e como toda produção humana, ela está sempre em processo de transformação. Se buscarmos clareza dos elementos que são estruturadores da arte como linguagem, como sistema sígnico, ou seja , como construção cultural, teremos condições de formular propostas mais adequadas ao seu ensino, de modo que os indivíduos se apropriem das linguagens artísticas numa perspectiva ampla, histórica e, portanto transformadora. Possibilitando desta forma uma leitura de mundo mais completa, num amplo espectro de seus vários dizeres.
Ao abordarmos a questão da leitura não podemos desconsiderar os múltiplos olhares, múltiplos interesses que cabem a mesma, uma vez, que o que vai determinar o tipo de leitura dependerá de onde este leitor estiver situado na sociedade, levando em consideração os aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais, nos quais o mesmo se insere. e se relaciona
Consideramos ler como “inteirar-se do mundo e de si próprio como um processo de compreensão, de expressões formais e simbólicas, não importando por meio de que linguagem” (Martins,1994, p.30). Ou seja, nas várias linguagens. Ao consideramos o aspecto do ler/escrever, como código arbitrário “criado como instrumento de comunicação, registro das relações humanas, das ações e aspirações dos homens […]”.(Martins 1994, p.18); necessário se faz ter conhecimento do significado da representação dos códigos referentes a cada linguagem. Ser introduzido, ter acesso ao mesmo.
O ato de ler implica nas disponibilidades que o sujeito possui naquele momento, disponibilidades referentes a sua estrutura mental e orgânica que dizem respeito ao processo de aquisição para dados conhecimentos; bem como na relação que o leitor estabelece entre o texto lido com os conhecimentos já possuídos por ele, sobre a abordagem de dado discurso; bem como suas inferências, associações.
Todo discurso insere-se em um dado tempo e espaço e revela-se além da simples decifração de seus códigos. De esta forma ler vincula-se a capacidade de compreender, de dar sentido ao que é lido.Sendo assim, nós só podemos compreender, dar sentido, o que para nós é significativo.
Ao abordarmos o teatro e suas possíveis leituras, primeiramente teríamos de identificar a que significado de teatro estamos nos referindo; estamos nos referindo ao prédio onde se realizam espetáculos teatrais? A profissão de ator? Ex. fulano faz teatro. A um conjunto de textos dramáticos? Empresa de espetáculos? Ex: Teatro Novo Mundo – Cia. de Entretenimento. Através do próprio termo Teatro, já podemos perceber a multiplicidade de significados que este possui, dependendo do contexto em que foi produzido.
Em nosso caso específico abordaremos a escrita cênica teatral - o espetáculo de teatro; teatro enquanto linguagem artística, enquanto processo comunicativo – a representação teatral. Neste sentido o processo de acesso ao seu entendimento implicará no acesso ao conhecimento da constituição básica desta linguagem.
Na representação teatral tudo é signo; o texto do autor, a iluminação, a cenografia, o desempenho do ator, etc…; tudo é convenção. Que ao longo do tempo e de sua prática se estabelece passando a identificar a identificar épocas, países e escolas, conforme abordagem de Girard, Oulet e Rigault (1980, p.27).Só o ator não é signo, o ator no caso é ele próprio.
A linguagem teatral utiliza-se de várias outras linguagens: da gestual, da música, da iluminação, etc; porém ao fazer uso de outras linguagens , de outras artes, não significa que o faz num ajuntamento ou superposição aleatória das mesmas. Estas diversas linguagens são ordenadas e relacionadas de forma específica, ou seja, dentro de padrões básicos referenciais da linguagem teatral, que ao nos depararmos diante de dada manifestação estética seremos capazes de identifica-la como teatral.
A organização destas linguagens distintas, numa mesma perspectiva e dentro dos princípios do fazer teatral é que constituirá o seu discurso. E a que referencial básico nos referimos? Neste sentido farei uso da referência feita por Fernando Peixoto (1980, p. 09), ao situar a representação teatral:
“Um espaço, um homem que ocupa este espaço, outro homem que observa. Entre ambos, a consci6encia de uma cumplicidade, que os instantes seguintes poderão até atenuar, fazer esquecer, talvez acentuar: o primeiro, sozinho ou acompanhado, mostra um personagem numa determinada situação, através de palavras ou gestos, talvez através da imobilidade e do silêncio, enquanto o segundo, sozinho ou acompanhado sabe que tem diante de si uma representação[…], previamente ensaiada ou improvisada […] de acontecimentos que reconstituem imagens da fantasia ou da realidade.”.
A relação estabelecida por esta tríade é marcada pelas influências sócio-políticas econômicas e culturais, ao longo da história; neste sentido podemos dizer da impossibilidade de uma única definição de teatro poder dar conta dos vários teatros existentes, que foram se estabelecendo ao longo dos processos histórico-culturais no mundo.Vamos ter o teatro que se estruturou sobre a primazia do texto; sobre a primazia do ator; do improviso; do diretor; e etc. Vamos ter o teatro que hora relega o papel do autor; hora relega o papel do ator ou da platéia. Também vamos verificar a constituição dos vários gêneros teatrais e a variação de sua função social.
Ao situarmos nosso referencial sobre arte, sobre leitura e sobre teatro, o fizemos no sentido de subsidiar as possíveis leituras que poderão advir a partir da relação estabelecida a partir deste entendimento; proposta pelo professor aos seus alunos, objetivando o acesso dos mesmos a linguagem teatral, aos elementos básicos que constituem esta linguagem.
Neste intuito consideramos de fundamental importância o professor ter clareza do objetivo do trabalho a ser desenvolvido com os alunos; considerar o entendimento que o aluno já possui sobre esta linguagem; e o nível de desenvolvimento cognitivo do mesmo. Consideradas estas questões iniciais, então o conhecimento dos códigos teatrais poderão ser ampliados, a leitura teatral poderá ser enriquecida através da introdução de outras leituras; da relação que se pode estabelecer entre os vários elementos que constituem a linguagem teatral numa dada encenação, numa dada época; ou a sua variação em relação a um contexto histórico específico; a um gênero; a um estilo ou a um tema.
Sendo a leitura das linguagens artísticas a produção de sentido através da apreensão das significações desta linguagem num dado tempo e espaço, através da inte-relação da mesma, feita pelo leitor, com seu tempo e espaço (seu contexto histórico –social) através de suas emoções, sensações e dos conhecimentos dos seus códigos. Neste sentido permitindo sua decodificação ter múltiplas interpretações. Neste sentido permitindo ao aluno seu acesso a cultura, contribuindo para que ele seja um criador de cultura.
REFERÊNCIAS
GIRARD,Gilles; OULELLET Real e RIGAULT Claude. 1980.O Universo do teatro – Coimbra: Almedina
MARTINS, Maria Helena. 1994. O que é leitura. – São Paulo: Brasiliense.
MARTINS, Miriam; PICOSQUE Gisa e GUERRA, Terezinha. 1998. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. – São Paulo: FTD,
PILAR, Analice Dutra ( Org.) 1999. A Educação do olhar no ensino das artes. Porto Alegre: Ed. Mediação.
PEIXOTO, Fernando.1980. O que é teatro – são Paulo.Brasiliense.
J. GUINSBURG; COELHO, Teixeira;CARDOSO.Reni.1978. Semiologia do teatro (coletânea). – São Paulo: Perspectiva
12 de setembro de 2010
FORMAÇÃO CONTINUADA - Dialogando com as Diferentes Linguagens Artísticas
19 de agosto de 2010
AGENDA DE SETEMBRO - FORMAÇÃO CONTINUADA
- DIA 11 DE SETEMBRO (Sábado),
- HORÁRIO DE 8h às 12h
- LOCAL: Sala 4 do IC IV / UFES
- Mesa-Redonda: Arte Musical e Cênica na Sala de Aula – Prof. Ademir Adeodato e Prof. Fábio Mota Salvador
31 de julho de 2010
NOTÍCIAS DA FORMAÇÃO CONTINUADA:
















